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Primeiros IPOs devem vir de infraestrutura, diz CEO da B3

As primeiras ofertas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) na bolsa brasileira após um hiato de mais de quatro anos deverão vir de companhias do setor de infraestrutura, com operações de grande porte, de empresas maduras e com perspectivas claras de crescimento, disse o presidente da B3, Gilson Finkelsztain. “Tem um vento bom chegando, muito por conta da realocação global de recursos. É um vento que está vindo mais de fora do que de dentro”, disse.

Finkelsztain ponderou que, apesar do otimismo com o fim da entressafra de IPOs em 2026, o ano eleitoral e as incertezas em relação à saúde fiscal do Brasil seguem como fatores de risco relevantes para o mercado. Para ele, a trajetória dos juros será determinante: uma queda em ritmo acelerado da Selic tornaria as condições mais favoráveis à renda variável e funcionaria como catalisador para o retorno do investidor local à bolsa — peça fundamental para consolidar um novo ciclo de aberturas de capital. O executivo ressaltou que a combinação entre capital estrangeiro, que já demonstra interesse crescente em mercados emergentes, e uma base doméstica mais ativa seria o cenário ideal para reabrir a janela de ofertas com solidez. Sem esse equilíbrio entre demanda externa e interna, o movimento corre o risco de ser pontual, em vez de representar uma retomada estrutural do mercado acionário brasileiro.

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