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Advogado analisa principais riscos para PPPs e concessões em 2026
O Brasil deve continuar assistindo ao avanço de uma robusta agenda de concessões e parcerias público-privadas (PPPs), além de novos projetos em diversos segmentos nos próximos meses. Essa é a opinião de Bruno Werneck, advogado especializado em infraestrutura e sócio do escritório Tauil & Chequer Advogados associado a Mayer Brown. Ele analisa os principais fatores de risco e as oportunidades esperadas para 2026 em infraestrutura, energia, mineração e outros setores.
Werneck sustenta que o Brasil não enfrenta um histórico de quebra de contratos, mas sim um sistema de solução de disputas ainda marcado pela morosidade administrativa e judicial, o que compromete a eficiência na resolução de conflitos. A ampliação do uso da arbitragem surge como mecanismo relevante para conferir maior celeridade e previsibilidade aos contratos, embora ainda demande aprimoramentos institucionais. Paralelamente, a persistência da crise fiscal atua como vetor estruturante dessa agenda, ao restringir a capacidade de investimento direto do Estado e estimular a consolidação das concessões e PPPs como principal alternativa para viabilizar projetos estratégicos. Se mantido esse cenário, tais instrumentos tendem a se afirmar não apenas como opção, mas como eixo central da política de infraestrutura no país.